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Review: Assassin’s Creed

Publicado por: Douglas d'Aquino em: Setembro 12, 2008

Um dos grandes jogos da nova geração de games, Assassin’s Creed traz inovações e gráficos detalhados para o gênero RPG.

Seguindo a tendência dos “cenários livres” (muitas vezes confundido com ’sandbox game’, o que é errado), Assassin’s Creed oferece ao jogador a possibilidade de andar livremente pelo cenário construído, neste caso o principal deles é a cidade de Jerusalém. A história do jogo se passa em 1191 depois de Cristo, na época das Cruzadas, onde você controla um Altaïr, um assassino impiedoso e muito habilidoso.

Claro, esta é uma visão simplista do jogo, porque na verdade tudo se passa em uma simulação de computador de um cenário futurista.
Participando de um experimento para descobrir a localização de um artefato, cientistas utilizam um poderoso computador para ativar sua memória genética, criando uma espécie de “matrix” onde você controla seu antepassado em busca da verdade de seus ancestrais. É nesta “matrix” que você controla Altaïr.

Este mundo virtual baseado em fatos históricos reais oferece uma quantidade de detalhes surpreendente, dando ao jogador liberdade e diversão, assim como diversas maneiras para que complete seus objetivos. Entre as habilidades mais interessantes do assassino, você pode se disfarçar em meio a multidão de diversas maneiras (rezando em meio a uma procissão, ou sentando ao lado de cidadões comuns, por exemplo) para que possa passar por guardas e outros inimigos em certas partes do jogo, também poderá correr em meio a multidão, empurrando-os durante uma perseguição, realizar manobras “le parkour” utilizando objetos do cenário (como bancas de mercadores, bancos, casas, janelas, muros e praticamente qualquer objeto presente na cena). Isso torna o jogo empolgante, principalmente porque é fácil realizar estas ações depois que se aprende bem os comandos do jogo.

Além disso, como todo bom assassino, você possui diversas opções na hora de matar um inimigo. Aproximando-se disfarçadamente, Altaïr pode utilizar uma lâmina retrátil oculta em sua manga para assassinar seu alvo com um único golpe e depois se esconder para evitar a atenção dos guardas, mas também há outras opções, como adagas de arremesso, golpes de mão limpa e uma espada. Lutando com a espada, o jogo parte para um modo de combate um tanto diferente do habitual, e muito mais interessante, tornando as batalhas mais do que simples “mire e clique”, mas um verdadeiro duelo cinematográfico com diversas possibilidades de golpes, defesas e modos diferentes de finalizar os inimigos. É possível também combater mais de um inimigo ao mesmo tempo.

Durante os momentos de diálogo, onde você evolui a história do jogo, seu papel passa de jogador para diretor. Mesmo enquanto os outros personagens falam, você pode mover Altaïr pela cena e mudar o ângulo de visão da cena, quase como o diretor de um filme. Às vezes, durante esses momentos, um “glitch” aparece na tela (como se fosse um pequeno bug na “matrix” em que você está jogando). Assim que o glitch aparece na tela basta apertar qualquer botão e há uma mudança na câmera de visão, dando-lhe outra perspectiva (opcional) dessa cena. Pode ser um close em uma área específica, no rosto de alguém por exemplo, ou a simples mudança do ângulo de visão para que você possa experimentar o potencial de filme que o jogo oferece.

Mas para entender mesmo como o jogo é e como vale a pena jogá-lo, não existe melhor maneira do que vendo o próprio jogo. Abaixo, alguns vídeos interessantes para você sentir uma parte das possibilidades oferecidas. Claro, não se esqueça, se tiver a oportunidade, jogue-o.

Apesar da introdução longa e confusa, assim que o jogo começa tudo vale a pena.

O único ponto fraco, na minha opinião, é o sistema de controles. O jogo foi criado inicialmente para XBOX 360 e PS3, onde os controles são bem mais ágeis, no entanto, a versão para PC parece ser uma mera adaptação sem modificações necessárias na jogabilidade. Justamente por isso, os controles tornam-se difíceis de se aprender e se adaptar, sendo que às vezes o jogo se refere ao Botão 1, quando na verdade está querendo dizer que é o botão direito no mouse, por exemplo. Para correr é preciso segurar o botão direito do mouse, para correr ativando o “modo le parkour” basta segurar junto a barra de espaço e ele utiliza automáticamente qualquer objeto de cena do qual você se aproximar, o que é bastante simples, mas o que confunde é a mistura de botões que você deve segurar e apertar na ordem certa para realizar certas ações. Junto aos comandos bizarros do PC, isso acaba se tornando uma dificuldade, levando algum tempo para se acostumar aos controles.

Enfim, um jogo que vale a pena ser conferido, tanto pela história, quanto pela diversão e imensa quantidade de detalhes gráficos e de jogabilidade.

O jogo está disponível para os consoles XBOX 360, Playstation 3 e também para PC.

Mais informações: http://assassinscreed.uk.ubi.com/experience/

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